Como planejar sua primeira viagem a Nova York

Como planejar sua primeira viagem a Nova York

Por Clarissa Bravo

Central Park
Central Park

A Big Apple é uma cidade extremamente sedutora. Dá para se apaixonar logo de cara. Traz a exata noção de megalópole, de mundo. Porque é ali, naquele pedacinho de chão, a esquina do mundo: 279 idiomas falados numa única cidade! Era certo que um dia poderia ter a oportunidade de conhecer Nova York e que seria incrível. Só não imaginei que fosse tanto…. New York 017 E como planejar uma viagem com poucos recursos? Sabe, não sou daquelas pessoas que nadam em dinheiro. E a cidade é famosa por ser um centro turístico caro: hospedagem, locomoção, alimentação. Nada é barato, ainda mais se compararmos com o Real, a moeda brasileira.

Então, vamos por partes:

Passaporte

Para sair do Brasil, com exceção de alguns países da América do Sul (onde se usa o RG emitido nos últimos 10 anos), o cidadão brasileiro precisa do seu passaporte. A primeira etapa é entrar no site da Polícia Federal e preencher a solicitação do documento e pagar a GRU (Guia de Recolhimento da União) no valor de R$ 156,07. O atual prazo de validade do documento é de 5 anos. Vale sempre checar se o passaporte está na validade.

A União Européia exige, por exemplo, que o passaporte expire em 4 meses após a data do retorno do visitante estrangeiro. Por exemplo, se você pretende viajar em julho de 2015 (indo e voltando nesse mês) seu documento não pode expirar antes dezembro do mesmo ano.

Portanto, atenção!

Visto americano

O primeiro passo para viajar aos EUA é providenciar o visto americano. Existe uma certa burocracia e exige atenção. Preencha o formulário com calma e responda a todas as perguntas. Antes, porém, tenha em mente o seu destino no país e a durabilidade da sua viagem, porque essa é uma informação muito importante na hora do preenchimento do Formulário DS-160. O documento pede, inclusive, o endereço da sua estadia.

Li muitas dicas e vi alguns vídeos no Youtube, mas o que vale realmente é seguir as determinações pedidas pelo governo americano, incluindo aquela interminável lista de papéis que provam que você é um cidadão com vínculos fortes com o Brasil – extrato bancário, documento de veículo, escritura de apartamento, declaração de matrícula de filhos na escola, contracheque etc. – e, que, sobretudo, não apresenta nenhuma ameaça imigratória para os EUA. A minha entrevista foi tranquila, me perguntaram poucas coisas. Não fiquei nem 5 minutos sendo entrevistada.

Passagens aéreas

Passaporte e visto em mãos! O meu próximo passo foi a compra das passagens aéreas. Sou uma aficionada em checar as promoções que os Melhores Destinos publicam. E foi numa dessas pesquisas que eu consegui uma passagem ótima, voo direto, preço melhor ainda. Com a alta do dólar, as empresas aéreas baixaram os valores das tarifas. Quem tem vontade e se organizou para viajar, esse é um excelente momento.

As principais empresas aéreas que possuem voos para os EUA são: TAMAmerican Airlines, United, Delta, Copa, Aeroméxico, Gol, Azul, Avianca.

Hospedagem

Onde se hospedar em NYC pode variar de acordo com o estado de espírito do viajante. Eu e minha amiga Clarice escolhemos nos hospedar em hotel e na área turística da cidade: Midtown Manhattan. Escolhemos também arriscar, porque fizemos as reservas num site de leilão de hospedagem, o Priceline. Funciona assim: os hotéis que não atingem a lotação máxima, mandam as suas ‘lacunas’ para esse tipo de site, que as comercializa. O Priceline mostra as opções de hospedagem (se tem café da manhã, estacionamento, wi-fi grátis etc.) e localização geográfica. Ou seja, não sabemos o nome do hotel, se o quarto é grande ou pequeno… Fomos na sorte e acertamos! Preço muito bom para a cidade.

Os viajantes também têm outras boas opções que já usei. São elas: o Booking e o Airbnb. São buscadores de vagas em hotéis e/ou apartamentos. Ainda tem a opção de se hospedar em hostel. Minha amiga vive tentando me convencer, mas ainda não consegui me ‘desapegar’.

Dólares – quanto levar?

Isso pode variar de acordo com a possibilidade de cada um. Nós fizemos o cálculo de US$100,00 por dia. É uma média boa para não passar aperto, comer relativamente bem e ainda comprar uma lembrança ou outra. Se o seu objetivo é fazer compras, vá direto para os outlets. Nós não fomos e não nos arrependemos. Não tínhamos tantos desejos consumistas e nos satisfizemos com as ofertas oferecidas em Manhattan mesmo. Além disso, depois que visitei as farmácias americanas, não queria mais sair delas (risos).

Ingressos variados e Broadway

Ao contrário das milhares de dicas que anotamos sobre as intermináveis filas nos museus e atrações turísticas, não encontramos nenhuma que pudesse nos tirar do sério. Compramos quase tudo na hora, com exceção dos ingressos para o show da Broadway. Escolhemos o espetáculo Motown. Recomendo muito adiantar os ingressos aqui do Brasil (a única desvantagem é pagar o IOF do cartão de crédito). O espetáculo fala sobre a gravadora de música negra americana, Motown. Aqui, um vídeo que demonstra o quanto você vai se divertir!

Mas… se mesmo assim o viajante não quiser arriscar, uma boa ferramenta é o The New York Pass. Oferece opções de ingressos e atrações e ainda está em português, o que facilita bastante a vida de quem não tem aquela boa fluência na língua inglesa.

Boa Viagem!