Che bela Itália por Márcia Rostheuser

Che bela Itália por Márcia Rostheuser

Coluna do Amigo

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Veneza

Por Márcia Rostheuser #sejoganomundo

Che bela Italia

Sou uma miscelânea: descendente direta de cristão português, bisneta de galegos, judia de uma Alsácia ora francesa ora alemã, de uma época que não sei qual, e família na terra de Descartes desde que nasci, aqui mesmo, no amado e castigado Brasil.

De fato, o velho mundo me penetra com força por poros e entranhas, e me deixo arrastar nesse jogo de sedução eterno e, sempre volto. E quero voltar.

Mas a Itália me arrebata cotidianamente, seja no idioma, nos pratos, na ópera, artes em geral e, recentemente nos vinhos.

Cada vez uma nova descoberta e nova paixão que dura até a próxima visita em que eu renovo meus votos pelo bravíssimo paese.

Não sou expert em história porém impossível não falar da importância de Roma que foi por séculos o centro político e religioso da civilização ocidental, lugar que amo e reconheço como meu, naquela confusão brutal de carros e pessoas num ir e vir enlouquecido, com as cores da Piazza de Spagna ao fundo, dando o tom aos registros fotográficos, que garanto, tem cores muito mais esmaecidas do que as que ficam na memória para sempre.

Na minha Itália, as cores tem cheiro de mel, lavanda ou limão siciliano.

Que seja por uma semana…una settimana… mas estejamos inteiros para absorver cada gota.

E é ai que a Itália me acessa e entendo a Síndrome de Stendhal (seria lenda?), sobre o quão entorpecente pode ser andar pelas ruas de Firenze, que é para mim, arrebatador berço de arte erudita e popular, na medida em que tropeço em obras, literalmente, pelas esquinas, sendo plebe ou nobre.

roma 2015
Roma 2015

Quando falamos em artes, cultura, literatura e ciências, os italianos podem ser vaidosos nessa superioridade artístico-intelectual ao totalizar mais de 40 patrimônios da Unesco.

Gênios como Dante, Leonardo, Michelangelo, Caravaggio, Ticiano, e Botticelli, só pra não exaurir a memória, são suficientes para escancarar a supremacia da Buttina.

Isso sem falar na ópera que nasceu lá, e citar meus favoritos Puccini da linda Luca e Verdi, eu ainda lembro que não satisfeitos com tantas maravilhas, os italianos ainda criaram instrumentos para conseguir “materializar” os sentimentos gerando “sentimentosons” assim neologismo mesmo, inventando piano e violino, conforme aprendi nas aulas de música e coral, lá pelos 80.

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Vaticano

A comida…ah…um caso à parte…Seus queijos e vinhos, por serem tão especiais e pitorescos tem uma lei para classificá-los, sendo a mais conhecida por nós a lei Denominazione di origine controllata (denominação regulamentada), vulgo D.O.C.

Eu que aprendi a beber uma taça por lá, dos melhores lugares, com os melhores professores e com o melhor custo x beneficio, aprendi que há os D.O.C.G. (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), estes que não satisfeitos em ter sua origem controlada as tem garantida.

O que eu, bem pessoalmente ouso dizer: não só vinhos e queijos mas toda a Itália é D.O.C.G.

Bravíssima Itália!

 

 

 

 

 

 


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