Central Park dos múltiplos significados

Central Park dos múltiplos significados

 

 

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Central Park, Nova York, outono.

PorClarissaBravo

Um sonho antigo, que consegui realizar em 2013 (e repeti em 2015), foi conhecer a cidade de Nova York. Ali, está a esquina do mundo, o encontro de múltiplas culturas, um lugar que desperta inúmeros sentimentos naqueles que têm a oportunidade de explorar seus traços cartesianos, heterogêneos, híbridos, únicos… Acredito que não foi uma viagem, foi um encontro: o reboliço das almas reluzentes e inquietas.

Nova York, realmente, tem muitos significados: cidade do consumo, das mulheres chiques do Upper East Side, dos museus, da arte de rua, dos imigrantes, dos mercados, dos artistas, atletas, happers, turistas… da paisagem exuberante do Central Park.

O Central Park, no outono, mexeu profundamente com os meus sentimentos e encheu meus olhos de beleza. É curioso o fato de ter me encantado tanto com o parque, se eu mesma não tenho o hábito de frequentar espaços semelhantes na minha cidade. É como se mergulhasse num espaço verde no meio do mundo e ainda pudesse rolar na grama. Engraçado, eu sei, mas foi a minha primeira sensação.

A história do Central Park também traz muitas curiosidades. Embora o parque pareça natural, ele é, na verdade, ajardinado quase inteiramente. Foi projetado em 1858 por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux. O primeiro era paisagista e escritor, o segundo era arquiteto. O ambiente reserva muitas atrações e tive a oportunidade de aproveitar algumas dessas belezuras.

Strawberry Fields

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Strawberry Fields, espaço dedicado a John Lennon.

Em 8 de dezembro de 1980, John Lennon nos deixou. Mas a sua música jamais nos abandonará. Nesta foto, no Central Park, sua viúva Yoko Ono, mandou fazer em sua homenagem uma escultura no chão com o título da famosa música ‘Imagine’.

Em especial, nesse dia, havia um artista de rua que cantava a música que mais amo dos Beatles, Let it be.

Foi uma verdadeira viagem!

Sheep Meadow e Bethesda Fountain Lagos

 

Central Park

 

Central Park

Os dias frios de outono nos ofertaram natureza generosa em beleza: cores, formas, lagos, animais. Orna com a intervenção do homem: pontes, esculturas, bancos, placas e música. As tonalidades de vermelhos, verdes, amarelos, laranjas e marrons me trouxeram um sentimento de passagem do tempo, porque nos trópicos as estações são pouco (ou nada) marcadas. Em consonância, é um espaço de observação e de planejamento dos sonhos (dos meus, pelo menos). Aliás, amo observar as pessoas: o que vestem, como falam, em qual idioma se comunicam, o que escolhem para comer, o que desejam capturar em suas câmeras. Espaço melhor na Big Apple não há!

Central Park é para mim o lugar das cores, das sensações únicas e dos múltiplos significados.

Boa viagem!!!

Central Park