As coisas acabam, mas as histórias ficam!

As coisas acabam, mas as histórias ficam!

Por Clarissa Bravo

Consumo

É chegado o momento de arrumar as malas, planejar os gastos e as compras. Não sei você, mas vivo muito essa expectativa do consumo em viagens. Não de objetos caros, nem roupas ainda mais caras, mas sim das chamadas ‘futilidades’ ou ‘bobajarias’.

A grande maioria das pessoas que planeja essas viagens planeja o maior número de atrações que podem usufruir. Eu também. Com o atual câmbio, os esforços têm sido bem maiores. Mas não resisto a uma farmácia, por exemplo. Parece até algum tipo de hipnose.

Em maio do ano passado fomos para a Argentina. Naquele esquema de passagens adquiridas com milhas, em hotel BBB – bom, bonito e barato e poucos recursos na carteira. Viajamos com a ideia de que tudo é lindo, que a comida é boa, que a cidade é democrática, que os passeios são acessíveis… E, realmente, foi. Tudo muito bom.

Depois de repetir o mantra para mim mesma: ‘não perca muito tempo nas farmácias’, algumas vezes, não consegui controlar o impulso. Entrei em pelo menos 3 farmácias até me convencer de que não tinha levado dinheiro suficiente para comprar os produtos argentinos, mesmo com o câmbio favorável. Aliás, mesmo o Real valendo bem mais que os Pesos Argentinos, é importante ressaltar que os nossos vizinhos também passam por uma grave crise econômica e esse dado propicia a elevação dos produtos e serviços. Em termos de custo de vida, são bem compatíveis com a atual realidade brasileira.

Entre vinho, comida boa, cerveja de excelente qualidade, livrarias, musicais e shows, a viagem de 4 dias transcorreu bem, o dinheiro deu e o melhor, redescobrimos Buenos Aires. O cartão de crédito saiu semi-intacto. Nada de grandes gastos e tudo calculado até chegar ao Duty Free do aeroporto de Guarulhos…

Nosso voo tinha uma grande conexão em Guarulhos e resolvemos só olhar o espaço, porque, afinal de contas, ainda não conhecíamos. Entramos convictas de que não precisávamos de perfume, creme, removedor de maquiagem, brinquedo para as crianças (no meu caso), chocolate, vinho… E aquelas vendedoras espertas ainda ficam repetindo que as compras são convertidas no câmbio do dia e que os viajantes ainda podem parcelar as compras em não sei quantas vezes sem juros… O mais engraçado de tudo foi que depois de termos cheirado todo o Duty Free e não sei mais o quê e então decidido que compraríamos ao menos um perfume, acabamos trazendo o produto trocado! E no fim, ainda ganhamos umas parcelinhas a mais no cartão de crédito.

Resumo da história: se você sai do país dizendo que não vai gastar o que não quer, não gaste. Programe-se. Estou repetindo para mim também! Afinal, as coisas acabam, mas as histórias ficam!

Menos consumo e Boa Viagem!